Associado AEM | CAREDOM – Apoio Domiciliário
RAIXO X
Nome: Catarina Ribeiro Domingues
Naturalidade: Mira
Formação académica: Licenciatura e Mestrado em Gerontologia Social
Ramo de atividade: Apoio Domiciliário 24h
Empresa: CAREDOM – Apoio Domiciliário

AEM: O que faz profissionalmente?
Catarina Domingues: Sou gerontóloga, sócia-gerente e diretora técnica da CAREDOM – Apoio Domiciliário, empresa que iniciei com o objetivo de proporcionar cuidados personalizados, humanizados e tecnicamente fundamentados no domicílio, promovendo o conceito de Ageing in Place.
Para além da coordenação técnica e da supervisão da equipa, realizo acompanhamento gerontológico ao domicílio, que inclui sessões de treino cognitivo, estimulação e mobilidade, e acompanhamento a consultas, exames e outras deslocações. O meu foco é avaliar cada situação, desenhar planos de cuidados ajustados e garantir um acompanhamento contínuo, digno e centrado na pessoa. Paralelamente, integro a Direção da Associação Empresarial de Mira, onde exerço funções de Secretária e colaboro no desenvolvimento do tecido empresarial local.
AEM: Como percebeu que não queria trabalhar por conta de outrem?
Catarina Domingues: A minha experiência no Centro Social Paroquial de São Caetano foi muito importante, mas com o tempo percebi que queria atuar de forma mais autónoma e colocar em prática uma visão mais abrangente da Gerontologia. Quando iniciei a minha atividade como freelancer, em fevereiro de 2024, essa vontade ganhou forma. Foi aí que percebi que estava na altura de estruturar um projeto próprio e dar vida a uma ideia que já me acompanhava há muito tempo.
AEM: Com que idade fez essa mudança?
Catarina Domingues: A mudança começou aos 25 anos, quando deixei de trabalhar por conta de outrem e comecei a atuar como freelancer. Aos 26, dei início ao desenvolvimento da CAREDOM, cuja abertura oficial aconteceu a 18 de outubro de 2025.
AEM: Quanto tempo demorou até “dar o salto”?
Catarina Domingues: Demorou cerca de dois anos entre deixar o trabalho por conta de outrem e a abertura da CAREDOM. Foi um período de reflexão, aprendizagem e preparação para lançar um projeto sólido e alinhado com aquilo que acredito.
AEM: Que desafios teve de ultrapassar para, hoje, poder fazer aquilo que gosta?
Catarina Domingues: Um dos grandes desafios foi o facto de avançar essencialmente por minha conta, sozinha. Mesmo com o apoio da família e amigos, havia naturalmente receios: deixar algo estável para construir algo novo nunca é simples. Ainda assim, senti que era o momento certo para tentar. Sabia que ficar onde estava não me permitiria crescer ou aplicar a Gerontologia como idealizo. Tem sido um percurso intenso, mas também muito enriquecedor — e ainda estou a construir, passo a passo, aquilo que quero que a CAREDOM venha a ser.
AEM:O que teria feito diferente?
Catarina Domingues: Talvez tivesse confiado um pouco mais no meu ritmo e nas minhas capacidades. Mas acredito que cada etapa contribuiu para eu chegar até aqui com mais clareza, preparação e sentido de responsabilidade.
AEM: Tem/teve alguém que lhe serve/serviu como exemplo?
Catarina Domingues: Sim. Projetos como a Próxima Idade, em Castro Daire, e A Chave do Cuidar, em Santa Maria da Feira, foram importantes referências para mim. São iniciativas que admiro pela organização, dedicação e impacto positivo que têm nas suas comunidades. Ver o trabalho desenvolvido por estes colegas motivou-me e ajudou-me a acreditar que também poderia criar uma resposta próxima, humana e diferenciadora na área do apoio domiciliário.
AEM: Quantas horas diárias são dedicadas ao trabalho?
Catarina Domingues: Em média, dedico oito ou mais horas por dia, consoante a necessidade. O apoio domiciliário é uma área que exige disponibilidade contínua, e por isso mantenho-me sempre contactável. É um compromisso exigente, mas que assumo com responsabilidade.
AEM: Alguma vez se arrependeu ter seguido este ramo?
Catarina Domingues: Não. É uma área que escolhi com consciência e sentido de missão. Ainda estou no início desta caminhada com a CAREDOM, mas sinto que estou no caminho certo, a fazer aquilo que realmente me identifica.
AEM: O que diria a alguém que está a pensar em criar o seu próprio negócio?
Catarina Domingues: Diria que empreender é um caminho feito de coragem, mas também de muita reflexão. A decisão não nasce num só dia — constrói-se aos poucos, entre dúvidas, aprendizagens e uma vontade teimosa de fazer diferente. Criar um negócio é, antes de mais, um compromisso connosco próprios: é acreditar que a nossa visão tem valor e que podemos transformar as necessidades reais em respostas concretas. Não existe um “momento ideal”, mas existe o momento em que percebemos que não avançar já não é opção. É importante planear, ouvir quem já passou pelo processo, estudar o setor, perceber o impacto que queremos ter e rodear-nos de pessoas que acrescentem — mas acima de tudo, é essencial ter clareza sobre o propósito. Porque é o propósito que sustenta os dias mais desafiantes e que dá sentido aos passos que damos. E também diria isto: não é preciso ter todas as certezas para começar. Eu própria continuo a construir, a ajustar e a aprender diariamente. O mais importante é dar o primeiro passo com responsabilidade, consciência e vontade de evoluir. Criar um negócio é desafiante, sim. Mas é também uma oportunidade única de crescer, de contribuir e de deixar uma marca positiva na comunidade. Se a ideia faz sentido, se o coração e a razão se encontram no mesmo lugar — então vale a pena tentar.
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A Associação Empresarial de Mira agradece à sua associada CAREDOM – Apoio Domiciliário, na pessoa de Catarina Domingues, a disponibilidade em responder às nossas questões e dar a conhecer um pouco mais do seu percurso profissional e do seu negócio.

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